quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O que não há no Hospital de Emergência

Tudo começou quando meu namorado sofreu um acidente. Foi da necessidade de usar o serviço público de saúde que percebi tudo o que vou relatar agora. Falta compromisso, respeito, responsabilidade e equipamentos essenciais no Hospital de Emergência.
No Hospital de emergência não há gente qualificada, pode até ter dezenas de cursos, 10 folhas de currículo, mas não há sensibilidade, senso de humanidade e nem atenção aos pacientes, que por sua vez, estão com a paciência e a esperança esgotadas.
No Hospital de Emergência não há pressa. As emergências sempre podem esperar. Desde 8h da manhã até 19:30h aguardando por um simples exame de ultrassonagrafia é tempo demais para quem sente dor e corre risco de morte. Os médicos “responsáveis” pelo exame não aparecem no local.
No Hospital de Emergência não há aparelho de pressão. Se alguém desmaia, pode ter hipoglicemia, ou uma queda de pressão, mas como saber? Aí os médicos mandam aplicar um soro e/ou glicose.
No Hospital de Emergência não há leitos, sequer macas ou cadeira de rodas suficientes. Quem sai de cirurgias mais simples e precisa ficar em observação, que espere pelos corredores, ou deitado no chão, ou ainda sentado nas poucas cadeiras que existem na unidade.
No Hospital de Emergência não há ventilação. E levar ventiladores para as enfermarias, está sendo proibido. A justificativa é que eles podem causar sobrecarga de energia e um curto circuito é iminente. E o paciente é obrigado a ficar no calor e pagar por uma culpa que não é dele?
No Hospital de Emergência não há quadro de pessoal suficiente para suprir a necessidade. Mas por outro lado, penso que não há mesmo é qualificação.
Na enfermaria em que meu namorado ficou internado, apareceu um aparelho de pressão digital, mas ninguém sabia mexer nele. Um dos enfermeiros disse: é esse o sucesso da inspeção do Ministério Público...
Bom, o que percebi mesmo que não falta no hospital é descompromisso, indisposição, desrespeito, insetos, famílias de baratas nas enfermarias e nos banheiros e pombos pelo teto.
Quem vai se responsabilizar por isso tudo? Enquanto nada for feito, pessoas vão continuar morrendo por falta de compromisso e pela falta de qualidade no serviço público de saúde. Um serviço essencial e que deveria ter total atenção.Agora tem gente aí que nunca se importou, tentando se promover em cima da desgraça dos outros. A pessoa ocupa um cargo que deveria ser exercido com responsabilidade, compromisso e respeito, mas agora faz de conta que fez alguma coisa e há cerca de 6 meses, luta contra as evidências tentando ludibriar a mente do povo e acreditando que vai levar a melhor nessa. Espero sinceramente que não. Até quando vamos ser obrigados a engolir esse tipinho?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Dona Izaura não resistiu...

Na minha última postagem falei sobre o acidente de d. Izaura. Ela passou quase uma semana internada. Por coincidência a vi no Hospital. Pude ajudar a família a segurá-la no leito, enquanto ela tentava sair, segurando-se nas barras de proteção. Ela ficava inquieta, não aguentava mais a situação e era difícil contê-la. Com freqüência tentava levantar-se, por vezes puxou as linhas dos pontos que estavam na perna, querendo arrancá-los, ou se livrar das dores. Ela gemia, lamentava e pedia para morrer.
Uma das filhas me contou que ela era muito ativa. Aos 86 anos, caminhava sozinha, ia ao banco e era muito independente e forte. Ninguém imaginou que ela seria vítima de acidente e que passaria por momentos tão difíceis antes de morrer.
D. Izaura teve múltiplos traumas, entre eles traumatismo craniano. Foi difícil resistir, mas ela aguentou enquanto pode até falecer nesta manhã... Espero que a família compreenda que foi melhor assim. Agora ela já não sofre mais. Quanto ao que vai acontecer ao rapaz que a atropelou, eu ainda não sei. Providências para que o trânsito faça menos vítimas também ainda não foram tomadas.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O trânsito de Macapá

Hoje pela manhã, uma senhora foi atropelada por um motociclista em frente à TV, na rua Hildemar Maia. Este não foi o primeiro acidente que presenciamos aqui. De vez em quando, policiais militares montam uma blitz na descida da ladeira da Hildemar Maia, com a avenida Maria Quitéria. O bloqueio assusta motoristas que não estão em dia com o pagamento dos impostos, ou que estão em alta velocidade e reduzem bruscamente.
Bom, existe outra questão... Eu pago em dia o IPVA do meu carro e tudo o mais, mas tem gente que não paga e nem pensa nisso. A justificativa, completamente razoável dos outros, é que as ruas e avenidas não oferecem infra-estrutura, não há sinalização e os buracos já são tantos que a contagem é impossível, mesmo tapando, não demora surge outro maior e mais profundo.
Muitos, inclusive eu, questionam a aplicação dos recursos. Só se vê operação tapa buraco, mas implantação de semáforos, pintura de faixas, colocação de placas e tudo que torne o tráfego mais seguro, em lugar nenhum. Aí fica realmente difícil desembolsar uma grana no pagamento de impostos e não ter retorno. É injusto demais.
Bom, Macapá tem 250 anos. Tem gente que morre jovem, bonita, bem sucedida, bem cuidada, sem nenhuma plástica, apenas cuidado. Então considero inaceitável a postura e o descuido dos antigos representantes do povo com a cidade “jóia da Amazônia”, depois de mais de dois séculos de existência.
Quem tentou cuidar, e quem não manteve, eu não sei. Só sei que este cuidado deveria ser uma das prioridades de cada um dos gestores públicos. E eles esqueceram de tudo. O trânsito não é o único problema, a saúde está doente, o saneamento básico (BÁSICO) não existe para mais de 70% da população macapaense. Eu sinto vergonha! Mas quem enche o bolso desviando dinheiro público, não se importa. O que me intriga é que essas mesmas pessoas também fazem parte da população, também vivem aqui, também são gente e passeiam com seus carros nada básicos pelas ruas horrorosas da capital e é uma capital, imagina se não fosse...
Eu queria tudo diferente, mas perdoem-me, não tenho esperança nos homens. Acredito que só Deus tenha poder para resolver tudo isso. Ah! E quanto a senhora que foi atropelada, ela passa bem. Teve escoriações leves, mas levou um baita susto. O rapaz da motocicleta precisou dar explicações à Policia e foi liberado.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Enfim descanso e paz, depois de 98 anos...

Minha avó teve uma vida longa, e que vida! Foram 98 anos de experiências. Papai conta histórias fortes, emocionantes e tão profundas que não há como deixar de absorver alguma coisa. Na mente ficam as conversas lúcidas até os 95 anos, aproximadamente... Na recordação os conselhos, as piadas e o carinho e amor incondicionais que ela nutria pelo meu pai, filho mais novo dela. Para ela um bom filho, grande amigo e para mim excelente pai.
Da casa da vovó Biló, lembro com saudades do meu tempo de criança em que meus primos, irmãos e eu brincávamos por lá. O quintal era grande e tinha árvores, mas nossos pais preferiam que ficássemos dentro da casa. Tudo bem, a gente queria mesmo era brincar, não importava onde.
Bom, com o passar do tempo, a gente começa a entender que não há mais tempo, nem sequer para ver os parentes. Minhas visitas eram raras nos últimos anos. Duas, ou três semanas antes de vovó falecer, fui vê-la. Ela não estava bem. Na verdade, desde que uma de minhas tias morreu ela nunca mais foi a mesma. Minha avó já tinha perdido o marido e grande amor, quando eu tinha 1 ano. Cinco anos depois, perdeu um dos filhos e quase foi junto. Há quatro anos, morreu minha tia. Daí não percebi mais lucidez e nem vontade de viver na vovó. Mas mesmo com o coração frágil e batendo com a ajuda de um marca-passo ela resistiu por quase um século.
Foi boa mãe, avó dedicada e uma fortaleza. A morte dela, na última quarta-feira, 5 de novembro, trás dor, mas também alívio para os filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Hoje ela já não sofre mais, não pode sentir mais nada. Meu pai sente muito a perda dela, mas compreende que foi melhor assim. Todos nós sabemos disso.
Quero lembrar-me sempre das experiências, do sorriso, dos trejeitos e falar engraçado da minha avó, Benedita Côrtes de Miranda. Desejo cuidar dos meus pais com a mesma dedicação que meu pai cuidou dela até o último dia de sua vida. Ele precisa e merece essa recompensa.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sobre o resultado das eleições 2008

Creio que nós, eleitores, sejamos esperançosos incuráveis. Queremos que a nossa cidade melhore, queremos melhorar o mundo. Alguns são realistas, ou pessimistas demais e acreditam que tudo vai mudar, mas pra muito pior! Eu acho que isso é muito relativo e depende das reais intenções por trás de um mandato.
Se o candidato tem a pretensão de ir muito mais além e alçar novos vôos, ele fará sim uma boa gestão. Mas se ele usa a prefeitura simplesmente para arrecadar recursos a fim de investí-los em interesses excusos, este certamente será prefeito de um, dois mandatos e nada mais na vida, enquanto a população tiver boa memória.
Penso que hoje, essa disputa acirrada, mostra um eleitor muito mais decidido, mais alerta e mais esperto. Quem não quer uma situação diferente da que temos hoje? Uma cidade que cresce, mas ainda é considerada pequena diante das outras deveria apresentar um cenário diferente. Porém, não há comprometimento dos administradores municipais em mudar a realidade.
Desejo os próximos anos, não apenas os próximos quatro, mas os próximos eternos anos, melhores, com condições de vida adequadas. Pode ser um sonho, mas é um sonho possível. Depende da dedicação do próximo administrador, depende de cada um de nós. Não do voto, propriamente, mas dele também. Devemos cuidar do que é nosso, do nosso lixo, da nossa casa, da nossa rua. Ao prefeito cabe a adequação e infraestrutura do município. No entanto, podemos contribuir para um lugar melhor.
Quero um prefeito atuante, comprometido e preocupado com a saúde da população, com as ruas da cidade, com a qualidade do serviço público em todos os âmbitos.
Nessa época sinto uma esperança de festa de fim de ano, quando renovamos as esperanças e torcemos para que o próximo ano seja bem melhor, mais próspero, mais feliz.O novo ano começou a ser escrito e será definido neste domingo. Já vai dar para ter uma idéia do que será 2009 a partir do resultado das urnas na noite do dia 26. Encho meu coração de esperança e desejo a todos os eleitores sensatez no momento de digitar os números e confirmar o voto. Que tenhamos todos resultado satisfatório daqui a 4 anos!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Jornalista pode falar ou escrever errado?

Jornalista pode sim falar e escrever errado. Afinal quem vai proibir!? Porém, não deve errar em hipótese nenhuma. Gente, nesse pouco tempo na profissão eu já vi tanta coisa... Mas alto lá, talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre este assunto. Creio que ninguém tem domínio absoluto da língua portuguesa, mas, com licença, jornalista que não sabe escrever, ou falar, deveria se calar, mudar de profissão, ou correr atrás para aprender como se escreve, ou fala corretamente.
Tenho visto... Na segunda-feira parei para ouvir uma rádio local. Na verdade, estou fazendo um freelancer monitorando tudo o que é veiculado nas ondas FM. Durante as notícias sobre as ocorrências policiais, o repórter (o profissional que pode ser homem ou mulher) disse que um homem havia morrido “eletrecutado” e que alguns homens haviam sido presos com “maconea”. Voltei a gravação pelo menos 5 vezes para ter certeza do que eu estava ouvindo... E tive! E a pessoa da qual vos falo não entrou hoje no mercado. Está há muitos anos, uns 20, no mínimo. Com todo esse tempo, já deveria saber as palavras corretas. Palavras tão simples, expressões usadas em muitas matérias.
Nas diversas emissoras do Estado, já vi absurdos inaceitáveis. Por exemplo: repórter que fala “semáfaro”, “rinxa”e “represária”. Isso só para citar alguns. Mas não são apenas as palavras erradas. Erros de concordância estão soltos por aí: a maioria das pessoas fazem parte, em vez de a maioria das pessoas faz parte.; Fazem dois anos, em vez de faz dois anos. Eu gostaria de lembrar de todos, mas é impossível!
O que gostaria é que os profissionais daqui fossem melhor qualificados. Por que não ler? Há tempo! Ler antes de dormir é um bom exercício. Recorrer ao dicionário quando houver dúvidas é uma boa saída. Eu crio meu tempo. Faço dele um aliado, não um inimigo.
É claro que todo mundo erra, principalmente quando corre contra o relógio, como os jornalistas. Eu erro com freqüência. Estou certa de que já errei em meus textos. Mas que os erros sejam esporádicos e não freqüentes. Que haja leitura, sobretudo. Há boa e ampla literatura para jornalistas. Tem as revistas semanais também. Penso muitas vezes que a culpa maior é dos profissionais que não têm conhecimento suficiente ou sofrem de preguiça mental. Entretanto, vejo erro nos nossos professores e mestres. Ainda bem que não sou professora, porque se o fosse, reprovaria sem dó nem piedade. Na academia de comunicação social, escreveu errado? Muda de profissão, segue outro rumo, ou volta pras séries iniciais, pra alfabetização. Cruel, eu? Cruel é quem mata a gramática aos poucos, com golpes tão profundos, que é difícil imaginar recuperação. Como uma pessoa que vai formar opinião, que vai falar, ou escrever diariamente para milhares de pessoas pode não escrever corretamente?
Certas coisas são inaceitáveis para mim. O pior de tudo é quando a pessoa que erra é arrogante demais para aceitar que está errada. É péssimo também quando não admite que nem mesmo a mais humilde ou paciente das pessoas corrija na maior elegância e com toda a educação do mundo os erros. Deixo aberta aqui uma campanha pela boa escrita, pela leitura e pelo respeito e zelo em favor da língua portuguesa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem tem culpa na tragédia do cárcere?

São tantas perguntas: por que um atirador de elite não foi usado? Por que o GATE não invadiu o apartamento antes? Por que as negociações demoraram tanto? Por que, por que, por que?
A polícia agora é a culpada. Mas será que não existe outro culpado? Quem iniciou isso tudo? Lindemberg Alves usou todas as táticas de reconquista. Frustrado, decidiu que a vida de Eloá seria dele e de mais ninguém e conseguiu. E antes da tragédia? Como seria este relacionamento? Segundo amigos do casal, conturbado. Muitas brigas, fins e voltas e desequilíbrio emocional. Foram 3 anos de infelicidade. Quem é feliz, não é feliz o tempo todo, mas é feliz na maior parte do tempo. Quem vive brigando, intrigado e desconfiado, não é feliz.
Ter o domínio de uma vida é impossível. Mas Lindemberg queria o impossível. Pergunto-me por que esse relacionamento não acabou antes. Eles já sabiam que eram incapazes de permanecer juntos. Será que ela não foi agredida durante esses quase três anos? Não deu pra perceber que as coisas seriam piores? E os pais dela, como permitiram que uma criança iniciasse um relacionamento amoroso? Os pais foram permissivos demais quando a filha demonstrou o desejo de namorar?
É certo que não dá para ter acesso à ficha de antecedentes criminais de uma pessoa que nunca passou por uma delegacia, nem para pedir informação. Mas há um criminoso escondido no íntimo de cada um de nós. Agora, todos julgam os policiais que deram uns socos em Lindemberg quando ele resistiu a prisão. Ainda que ele não tivesse resistido, quem não teve a mesma vontade? E quem não queria que um atirador de elite tivesse acertado uma bala bem no meio da testa dele?
Tudo isso poderia ter sido evitado. Bem como as maiores tragédias do mundo poderiam. A culpa é de Lindemberg, é também de Eloá, agora morta, e da família dela e da polícia. Mas não exclusivamente de um deles. Ele demonstrou ser um louco, desequilibrado e frio. Eloá, aceitou por muito tempo uma relação conturbada e um homem dominador. A família permitiu o namoro de uma criança com um adulto.
A polícia não estava preparada para a situação. Assim como não está para nenhuma outra. O Brasil e parte do mundo acompanhavam o desfecho do caso. Imagine o estado psicológico desses profissionais. A teoria vale pouco na prática. E foi na prática que eles perceberam que não dava para usar tudo da forma como haviam aprendido.
Não estou em defesa de ninguém. Só acredito que precisamos ter todos os pontos de vista possíveis em relação ao caso. E agora, que cada um de nós repensemos... Quem mesmo é o culpado?
Lindemberg merece toda a punição do mundo. E não é por ser réu primário que deve ter a pena aliviada, mas terá. Os pais pagarão muito, muito mais caro que ele. Terão para sempre uma culpa e um peso que só aumentará e será a cada dia mais aflitivo. A polícia vai precisar rever conceitos e estudar novas estratégias. De repente, alguma coisa na legislação pode mudar.Eloá, agora não terá mais a perturbação do ex-namorado e mais nenhuma oportunidade. Todos os sonhos foram interrompidos. Uma bela vida foi encerrada tragicamente. Mas há um lado positivo. Ela não mais sofrerá. E agora, uma nova vida deverá ser reescrita por quem estava próximo dela. E o futuro pode ser melhor. Basta analisar os erros e rever antigos conceitos, para não mais comprometer nenhuma vida. É preciso também alerta em relação às pessoas que se aproximam de nós. Confiança é uma conquista contínua e leva tempo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Duelo de titãs, tráfico e imaturidade

Polícias civil e militar, que deveriam agir na proteção da sociedade e na elucidação de crimes, escancaram a fragilidade das corporações. O que foi aquele espetáculo em frente ao Palácio do Governo de São Paulo, na tarde de ontem? Cenário de batalha, típico de guerras.
O que se espera é que os bandidos se digladiem, ou entrem em confronto com a polícia. Mas, jamais esperamos que quem “garante” a nossa “segurança” seja o principal ator de cenas deploráveis, de violência e cobertas de desrespeito a cada indivíduo, não só de São Paulo. Mas a culpa é de quem? Da polícia, ou do governo que envergonha a classe e não se digna a pagar um salário razoável a quem vive em constante risco?
Conversei com uma amiga da grande São Paulo. O relato de alguém de lá também é interessante. A população é quem mais sofre com o que acontece. Os principais bancos estão em greve, os policiais civis também. Sem banco: sem dinheiro; sem polícia: sem segurança. Que situação!
E o foco principal do drama em São Paulo era o ex-namorado que seqüestrou a garota que não queria mais nada com ele. Mas, a ignorância e insanidade dos policiais chamaram mais atenção. Isso pode ser uma fofoca enorme, ou apenas especulação, mas eu soube que os traficantes ameaçam a família do rapaz se ele não soltar a menina. Ali é área de periferia, onde não há muito movimento, mas existe um forte comércio de tráfico. Além de estar prejudicando o trabalho de investigadores e até de policiais que estão há quatro dias no local, o suposto seqüestro ameaça o tráfico na região. Então, dizem em São Paulo, que os chefões do tráfico podem iniciar uma carnificina com inocentes.
Quanto avanço em pleno século XXI. Por isso que não acredito que o tempo ou a idade de alguma coisa, ou alguém signifique maturidade!

Novidades do crime contra Andréia

Eu não havia dado nome às pessoas envolvidas no crime abaixo citado. Bom, a moça se chama Andréia Costa Santana e tem 24 anos. Ainda há pouco falei com a irmã dela. O que soube, é que Andréia teve o corpo queimado por completo, a pele está totalmente comprometida. Não há mais sobrancelhas, nem cabelos...
No dia do crime, ela saiu correndo para a rua, com o corpo escuro das cinzas, uma vizinha passou as mãos no rosto da moça e a pele se desfez. O estado dela ainda é grave. Mas, ela apresentou melhora nesta manhã.
De acordo com Deise Costa Santana, irmã da vítima, não há leito no CTI do Hospital de Emergência para ela. Então, não pode ser transferida do local onde está.
A polícia continua em busca do acusado do crime. A irmã de Andréia não soube me dizer o nome dele, mas o homem é conhecido por "Diloca".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mais um crime passional

Não tem nada de romântico nesta história. Logo cedo recebemos a notícia de que um homem havia ateado fogo numa casa, no bairro São Lázaro. No imóvel havia um casal. Na apuração, o repórter descobriu que o acusado é ex-namorado da mulher de 24 anos que estava dormindo com o novo namorado dentro da casa. Segundo testemunhas, ele já havia ameaçado matá-la. Todas as noites, o ex, inconformado, aguardava o momento em que ela chegava em casa. Os vizinhos acompanhavam a situação.
Por volta das 2 e meia da madrugada, ele resolveu por em prática a ameaça. Com uma garrafa cheia de gasolina, entrou na casa e derramou o líquido sobre a jovem. Ela teve queimaduras de 3º grau e continua internada em estado grave, no Hospital de Emergência. Segundo a médica que a atendeu, ela corre risco de morte. Amanhã, não gostaria de postar uma notícia triste. Espero que tudo fique bem.
Farei um levantamento dos crimes passionais que noticiamos. Mas, pelo que lembro, a diferença desse crime para os três últimos, é a forma como foi praticado. Nos outros, houve a utilização de arma branca. E as facadas não foram desferidas uma única vez, mas várias. Crueldade, barbaridade, falta de humanidade!

Juventude transviada

Quando criança, eu achava muito estranha a expressão “juventude transviada”. Eu pensava: o que será isso!? Daí recorri ao dicionário, meu bom e velho companheiro “Aurélio”. Juventude eu imaginava o que fosse, apesar de ser uma criança. Eu tinha idéia do que era por meio dos meus irmãos... Eles eram grandes, brincalhões, engraçados e davam um pouco de dor de cabeça para os meus pais.
O “Aurélio” me ensinou que transviada vem do verbo transviar que significa, por sua vez, desviar do caminho do bem e da virtude, afastar, ou afastar-se das normas da moral ou da Justiça. Pensando nisso, lembro da “minha” cidadezinha dos sonhos, Santana (só vou lá para dormir)...
Antes de ontem foram presos cinco jovens por lá. Os mais velhos tinham entre 25 e 19 anos, mas entre eles haviam irmãs gêmeas. Ambas menores de idade. Nesta madrugada, às 5h, recebi uma ligação direto da 1ª DP de Santana. Mais um flagrante: três jovens foram presos depois de arrombar e furtar objetos de uma loja no bairro Fonte Nova. Os acusados têm entre 19 e 20 anos. Mas um deles sabia que se fosse menor poderia ter “a barra” aliviada. Então, resolveu mentir e dizer que tinha 16 anos. Porém, a Polícia já viu essa história. E confirmou que ele tem 19 anos.
O que isso tudo significa? Penso que a juventude está perdida, ou se perdendo mais a cada dia. Esses jovens estão transviados. Sem virtudes, sem valores morais e distantes das normas estabelecidas pela Justiça. O que poderia ser feito? Políticas públicas voltadas para os jovens? Também, mas essa não é a solução. Não basta apenas tentar “mudar” ou apontar outros caminhos para a juventude. É preciso apostar na família, nos valores essenciais que só uma boa base familiar pode estabelecer.
Para ser bem criado, não é preciso ser bem nascido, ou como dizem muitos: ter “nascido em berço de ouro”. É preciso ter bons exemplos no lar. Ter pais respeitosos, respeitáveis, amorosos, mas exigentes.
E se, mesmo assim, os garotos optam por outro destino... Vale a tentativa de “abrir os olhos” desses jovens. Quando adultos, se não mudarem, no mínimo nunca vão esquecer que houve alguém preocupado com eles. E cada um de nós precisa ter em mente que somos indivíduos, diferentes por essência e cada um faz as próprias escolhas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje pela manhã... acidente e congestionamento.

Logo cedo, um engarrafamento na rodovia Duque de Caxias, mas era só pra variar... Creio que tinha, pelo menos uns 2 km... minha noção de distância, provavelmente, não condiz com a exitidão.(Só lembro de duas notas 10 em Matemática, na 5ª e 6ª séries... faz tempo!).O congestionamento era no sentido Santana - Macapá e se prolongava desde o Cabralzinho até depois da Lagoa dos Índios.
Bom, tudo porque havia um acidente logo depois da Lagoa. Uma caminhonete bateu um rapaz de bicicleta. A vítima teve escoriações leves pelo corpo e foi levada ao Hospital de Emergências. Mas, a cena do acidente permaneceu intacta. Por conta disso, o trânsito ficou lento. Os carros eram obrigados a desviar.
No local, estavam dois homens, possivelmente ocupantes do carro que continuava no meio da pista. No outro lado, fora do asfalto, a bicicleta com os pneus retorcidos. E dois policiais da CITRAN – Companhia Independente de Trânsito: um fazendo a guarda da cena e o outro tentando controlar o trânsito.
Achei que o acidente tivesse sido grave, mas ao chegar ao trabalho, entramos em contato com o CIODES – Centro Integrado de Operações e Defesa Social, e nos informaram as circunstâncias do acidente.
A realidade: Centenas de ciclistas transitam todos os dias pela rodovia. Eles precisam correr o risco, porque muitos não podem contar com o transporte público para chegar ao trabalho. Os carros trafegam em alta, ou altíssima velocidade, fazendo manobras ou ultrapassagens dignas de filmes.Todo santo dia, dia santo, ou não, passo por ali. Moro em Santana e trabalho em Macapá, vejo tanta coisa... Tenho dó desse povo todo se sacrificando de bicicleta, outros espremidos feito sardinha enlatada dentro dos ônibus. Quem pode fazer alguma coisa? O jeito é se virar!

Um exemplo de má educação de um educador

Uma equipe de repórteres de São Paulo está no Amapá. Eles vieram falar um pouco sobre nossa cultura, curiosidades e história. Claro que a produtora teve o cuidado de marcar com todos os contatos. Um deles é um historiador famoso. Aliás, era. O estudioso decidiu desmarcar a entrevista.
Ele seria uma importante fonte e ainda ganharia espaço na mídia nacional, mas recusou o convite. Nem atendeu mais os telefonemas da produtora no celular. Mas, ela conseguiu o telefone residencial. Na casa, quem atendeu foi a empregada. Ele havia deixado recado. Mandou dizer que não iria viajar com a equipe para lugar nenhum porque não estava de férias.
Estava armado o circo! A profissional liga desesperada, quase não acreditando no que havia acontecido. Você já pensou o que é deslocar uma equipe de produção e reportagem para um Estado distante, sem estrutura e ainda por cima, para ser recepcionada dessa forma?
Que feio, hein, professor! Comprometer o trabalho de profissionais altamente qualificados e nem sequer se dar à gentileza de explicar os motivos para a produtora!? E a educação? Que desagradável! Além de desrespeito, a atitude trás consigo uma grosseria e falta de educação sem tamanho!
Alguém já disse que cultura e educação não andam juntas. Aí está mais uma prova. O professor tem estudo, suposta educação, mas a cultura dele não o permite ser uma pessoa gentil e ter o mínimo de trato com as pessoas. Às vezes a culpa nem é dos pais, é o próprio indivíduo que escolhe se mal educar.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mais aterro, mais detenções, mais depoimentos e mais nada, por enquanto.

No fim da manhã de ontem recebemos a informação: doze caçambas e uma retroescavadeira apreendidas com aterro. Corre para a PF!
À tarde, matéria produzida. As doze caçambas, vinham do ramal do Goiabal. Dez pessoas foram detidas e levadas para a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Segundo informações da PF, o aterro era retirado do local há pelo menos 1 ano! Havia uma autorização expedida pela SEMA - Secretaria de Meio Ambiente, em 2007, mas o assessor de comunicação da PF, Dacildo Gomes, afirma que o documento não tem valor.
Mais tarde, gente da SETRAP - Secretaria de Transportes do Amapá, foi até a sede da PF. Em seguida, todo mundo foi liberado, depois de ser ouvido pelo delegado. O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público.
Vale lembrar que na tarde do dia 6 de setembro, 4 carretas foram apreendidas trazendo aterro do bairro Marabaixo IV, em circunstâncias semelhantes. A alegação dos motoristas foi que o material seria destinado à terraplanagem da avenida Nações Unidas no bairro Jesus de Nazaré. A diferença é que estes últimos realmente não possuiam licença ambiental para a extração do aterro. A maior semelhança: todo mundo vai responder por crime contra o meio ambiente.

Bancários versus usuários

Eu ainda não precisei usar os serviços que estão indisponíveis nos bancos. Mas muita gente sim. Fiquei chocada ontem quando vi um senhor chorar de desespero. S. José Maria não conteve as lágrimas ao relatar a própria situação. Morador de Laranjal do Jari, ele está há 15 dias na capital. Veio exclusivamente para sacar o FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, na Caixa Econômica Federal. No município dele não tem “Caixa aqui”, nem lá. O dinheiro que tinha na carteira foi suficiente para mantê-lo por apenas 10 dias num hotel. Agora, o dinheiro acabou e ele está há três dias vagando pelas ruas. O mais triste... sem comer.
Pergunto-me, então: O que poderia justificar a greve? Quanto ganha um bancário? Bom, pesquisando, descobri que um bancário em Manaus recebe entre 912 e 1, 3 mil reais. No Amapá não deve ser diferente, afinal são todos funcionários públicos. Funcionários públicos!
Como benefícios, recebem bolsa alimentação, vale transporte, auxílio-creche para os filhos e no fim do ano, participação nos lucros.
Seria bom pra você? Para alguns, seria o ideal. Ruim pra eles? Por que? Ora, vejamos, eles levam em consideração o faturamento de um banqueiro... Mas quem disse que o mundo é justo? Um reajuste de 13,23 por cento para cada um dos milhares de bancários em todo o país. A metade disso oferecida pelos bancos (7,5%), nem pensar.
Pensar em que então? Quem não quer ganhar mais? Eu quero! Quero também direitos cumpridos, benefícios, bolsa isso, vale aquilo... Mas a população poderia não precisar pagar por isso. Existem os dois lados! Os principais atingidos com a paralisação, a meu ver, não têm sido os bancos, mas os usuários. Afinal, quem vai arcar com os prejuízos, com os juros que não serão dispensados? Concluo que falta mais do que razão, falta sensatez.

Ah! E a última: nesta manhã, foi servido cafezinho para os usuários. Amanhã tem mingau! Quanta gentileza... Nem precisava tanto.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Minha reestréia

Há muito venho tentando retomar o meu blog. Na verdade, o antigo trazia minhas crônicas e até alguns poeminhas. Mas, o cotidiano me fez perder um pouco da doçura. Agora, decidi ver o mundo com outros olhos...
A princípio foi difícil escolher um nome, foi difícil até criar uma conta. E eu que achei que meu nome não fosse assim tão comum. Bom, agora estou aqui, de volta ao mundo virtual, ao planeta internet. Quero ficar! Penso até que realmente preciso disso.
A princípio a intenção é escrever certo... Sim! Respeitando o bom português. Nem sei se vou conseguir, afinal nossa língua é tão difícil. E por falar nisso, estou com dó do trema... Será eliminado! Eu gosto tanto de escrever a palavra tranqüilamente, por exemplo, para mim o trema tem um charme especial. Talvez alguns concordem comigo, mas não quem decidiu tirar os dois pontinhos ali de cima. Poxa, e os acentos circunflexos... (Eu aprendi chapeuzinho do vovô). Já pensou não escrever mais vôo e sim voo... Tenho a impressão de que quem inventou isso tinha dúvida de onde "enfiar" esse chapeuzinho.
Se eu errar, por favor, avisem-me.
Continuando a intenção, pretendo noticiar. O quê? Nem sei ainda, mas vou escrever alguma coisa, afinal sou jornalista.