Jornalista pode sim falar e escrever errado. Afinal quem vai proibir!? Porém, não deve errar em hipótese nenhuma. Gente, nesse pouco tempo na profissão eu já vi tanta coisa... Mas alto lá, talvez eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre este assunto. Creio que ninguém tem domínio absoluto da língua portuguesa, mas, com licença, jornalista que não sabe escrever, ou falar, deveria se calar, mudar de profissão, ou correr atrás para aprender como se escreve, ou fala corretamente.
Tenho visto... Na segunda-feira parei para ouvir uma rádio local. Na verdade, estou fazendo um freelancer monitorando tudo o que é veiculado nas ondas FM. Durante as notícias sobre as ocorrências policiais, o repórter (o profissional que pode ser homem ou mulher) disse que um homem havia morrido “eletrecutado” e que alguns homens haviam sido presos com “maconea”. Voltei a gravação pelo menos 5 vezes para ter certeza do que eu estava ouvindo... E tive! E a pessoa da qual vos falo não entrou hoje no mercado. Está há muitos anos, uns 20, no mínimo. Com todo esse tempo, já deveria saber as palavras corretas. Palavras tão simples, expressões usadas em muitas matérias.
Nas diversas emissoras do Estado, já vi absurdos inaceitáveis. Por exemplo: repórter que fala “semáfaro”, “rinxa”e “represária”. Isso só para citar alguns. Mas não são apenas as palavras erradas. Erros de concordância estão soltos por aí: a maioria das pessoas fazem parte, em vez de a maioria das pessoas faz parte.; Fazem dois anos, em vez de faz dois anos. Eu gostaria de lembrar de todos, mas é impossível!
O que gostaria é que os profissionais daqui fossem melhor qualificados. Por que não ler? Há tempo! Ler antes de dormir é um bom exercício. Recorrer ao dicionário quando houver dúvidas é uma boa saída. Eu crio meu tempo. Faço dele um aliado, não um inimigo.
É claro que todo mundo erra, principalmente quando corre contra o relógio, como os jornalistas. Eu erro com freqüência. Estou certa de que já errei em meus textos. Mas que os erros sejam esporádicos e não freqüentes. Que haja leitura, sobretudo. Há boa e ampla literatura para jornalistas. Tem as revistas semanais também. Penso muitas vezes que a culpa maior é dos profissionais que não têm conhecimento suficiente ou sofrem de preguiça mental. Entretanto, vejo erro nos nossos professores e mestres. Ainda bem que não sou professora, porque se o fosse, reprovaria sem dó nem piedade. Na academia de comunicação social, escreveu errado? Muda de profissão, segue outro rumo, ou volta pras séries iniciais, pra alfabetização. Cruel, eu? Cruel é quem mata a gramática aos poucos, com golpes tão profundos, que é difícil imaginar recuperação. Como uma pessoa que vai formar opinião, que vai falar, ou escrever diariamente para milhares de pessoas pode não escrever corretamente?
Certas coisas são inaceitáveis para mim. O pior de tudo é quando a pessoa que erra é arrogante demais para aceitar que está errada. É péssimo também quando não admite que nem mesmo a mais humilde ou paciente das pessoas corrija na maior elegância e com toda a educação do mundo os erros. Deixo aberta aqui uma campanha pela boa escrita, pela leitura e pelo respeito e zelo em favor da língua portuguesa.
Um comentário:
Apesar de ser humana e estar sujeita a erros concordo que quando escrevemos e falamos devemos ter o maior cuidado. Nossa língua é complexa e quando pensamos que a dominamos surgem mudanças em sua estrutura. Só nos resta um caminho: estudar sempre!
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