Quando criança, eu achava muito estranha a expressão “juventude transviada”. Eu pensava: o que será isso!? Daí recorri ao dicionário, meu bom e velho companheiro “Aurélio”. Juventude eu imaginava o que fosse, apesar de ser uma criança. Eu tinha idéia do que era por meio dos meus irmãos... Eles eram grandes, brincalhões, engraçados e davam um pouco de dor de cabeça para os meus pais.
O “Aurélio” me ensinou que transviada vem do verbo transviar que significa, por sua vez, desviar do caminho do bem e da virtude, afastar, ou afastar-se das normas da moral ou da Justiça. Pensando nisso, lembro da “minha” cidadezinha dos sonhos, Santana (só vou lá para dormir)...
Antes de ontem foram presos cinco jovens por lá. Os mais velhos tinham entre 25 e 19 anos, mas entre eles haviam irmãs gêmeas. Ambas menores de idade. Nesta madrugada, às 5h, recebi uma ligação direto da 1ª DP de Santana. Mais um flagrante: três jovens foram presos depois de arrombar e furtar objetos de uma loja no bairro Fonte Nova. Os acusados têm entre 19 e 20 anos. Mas um deles sabia que se fosse menor poderia ter “a barra” aliviada. Então, resolveu mentir e dizer que tinha 16 anos. Porém, a Polícia já viu essa história. E confirmou que ele tem 19 anos.
O que isso tudo significa? Penso que a juventude está perdida, ou se perdendo mais a cada dia. Esses jovens estão transviados. Sem virtudes, sem valores morais e distantes das normas estabelecidas pela Justiça. O que poderia ser feito? Políticas públicas voltadas para os jovens? Também, mas essa não é a solução. Não basta apenas tentar “mudar” ou apontar outros caminhos para a juventude. É preciso apostar na família, nos valores essenciais que só uma boa base familiar pode estabelecer.
Para ser bem criado, não é preciso ser bem nascido, ou como dizem muitos: ter “nascido em berço de ouro”. É preciso ter bons exemplos no lar. Ter pais respeitosos, respeitáveis, amorosos, mas exigentes.
E se, mesmo assim, os garotos optam por outro destino... Vale a tentativa de “abrir os olhos” desses jovens. Quando adultos, se não mudarem, no mínimo nunca vão esquecer que houve alguém preocupado com eles. E cada um de nós precisa ter em mente que somos indivíduos, diferentes por essência e cada um faz as próprias escolhas.
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