terça-feira, 11 de novembro de 2008

O trânsito de Macapá

Hoje pela manhã, uma senhora foi atropelada por um motociclista em frente à TV, na rua Hildemar Maia. Este não foi o primeiro acidente que presenciamos aqui. De vez em quando, policiais militares montam uma blitz na descida da ladeira da Hildemar Maia, com a avenida Maria Quitéria. O bloqueio assusta motoristas que não estão em dia com o pagamento dos impostos, ou que estão em alta velocidade e reduzem bruscamente.
Bom, existe outra questão... Eu pago em dia o IPVA do meu carro e tudo o mais, mas tem gente que não paga e nem pensa nisso. A justificativa, completamente razoável dos outros, é que as ruas e avenidas não oferecem infra-estrutura, não há sinalização e os buracos já são tantos que a contagem é impossível, mesmo tapando, não demora surge outro maior e mais profundo.
Muitos, inclusive eu, questionam a aplicação dos recursos. Só se vê operação tapa buraco, mas implantação de semáforos, pintura de faixas, colocação de placas e tudo que torne o tráfego mais seguro, em lugar nenhum. Aí fica realmente difícil desembolsar uma grana no pagamento de impostos e não ter retorno. É injusto demais.
Bom, Macapá tem 250 anos. Tem gente que morre jovem, bonita, bem sucedida, bem cuidada, sem nenhuma plástica, apenas cuidado. Então considero inaceitável a postura e o descuido dos antigos representantes do povo com a cidade “jóia da Amazônia”, depois de mais de dois séculos de existência.
Quem tentou cuidar, e quem não manteve, eu não sei. Só sei que este cuidado deveria ser uma das prioridades de cada um dos gestores públicos. E eles esqueceram de tudo. O trânsito não é o único problema, a saúde está doente, o saneamento básico (BÁSICO) não existe para mais de 70% da população macapaense. Eu sinto vergonha! Mas quem enche o bolso desviando dinheiro público, não se importa. O que me intriga é que essas mesmas pessoas também fazem parte da população, também vivem aqui, também são gente e passeiam com seus carros nada básicos pelas ruas horrorosas da capital e é uma capital, imagina se não fosse...
Eu queria tudo diferente, mas perdoem-me, não tenho esperança nos homens. Acredito que só Deus tenha poder para resolver tudo isso. Ah! E quanto a senhora que foi atropelada, ela passa bem. Teve escoriações leves, mas levou um baita susto. O rapaz da motocicleta precisou dar explicações à Policia e foi liberado.

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